segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Soneto de gratidão.

Se Cristo morreu, viverei preso ao passado?
Mestre ressurreto; morrerei em delitos?
Livre vontade em Jesus me tornei escravo
Carne não sigo, contra a qual vivo em conflito.

Quem levou sobre si todo nosso pecado,
Que nos amou com sentimento irrestrito,
Sangue derramou no sacrifício vicário,
Para não nos chamar mais servos; sim amigos.

Sigo por seu caminho, faço meus, seus cravos,
Não vivo eu, crucificado ‘stou com Cristo,
Corpo e membros meus, os entreguei nos seus braços.

Tomo minha cruz, nego-me, sou seu discípulo,
Força tenho quando na verdade ‘stou fraco,
Pois sob as asas de meu Pai encontro abrigo.

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