Não quero mais gozar da liberdade!
Pois que vem à tona o meu lado altivo,
Cansei de no espelho somente ver Narciso,
Num poço de orgulho, submerso em vaidades.
Não a minha! Do Senhor a vontade,
Iluminado pela cruz de seu Filho,
A seguir Sua voz pelo estreito caminho,
Nego minha mentira, pela sua verdade.
O bem que desejo entra em conflito,
Com d’alma minha, a maldade.
Ajudai-me Senhor a vencer o que sinto.
De o meu velho agir há ainda saudade,
Os antigos impulsos, eternos instintos
Mas nascido em Cristo vou gozar liberdade!
1 Coríntios 6.12
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por elas.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
O silêncio da tua presença
Quão eloqüente é teu silêncio,
Exala ensurdecedor perfume
Tua presença me aturde,
Confunde meus sentimentos.
O silêncio que é exalado,
Por uma confusão de perfumes
Sentimento eloqüente que aturde,
Ensurdecesse a quem tem presenciado.
Ensurdecedor é o silêncio da tua presença,
Pois exala sentimentos confusos.
Aturde-me o perfume da tua eloqüência.
Em silêncio, sinto exalado pela tua presença o perfume,
Uma confusão ensurdecedora que eloqüentemente me aturde
Exala ensurdecedor perfume
Tua presença me aturde,
Confunde meus sentimentos.
O silêncio que é exalado,
Por uma confusão de perfumes
Sentimento eloqüente que aturde,
Ensurdecesse a quem tem presenciado.
Ensurdecedor é o silêncio da tua presença,
Pois exala sentimentos confusos.
Aturde-me o perfume da tua eloqüência.
Em silêncio, sinto exalado pela tua presença o perfume,
Uma confusão ensurdecedora que eloqüentemente me aturde
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Soneto de gratidão.
Se Cristo morreu, viverei preso ao passado?
Mestre ressurreto; morrerei em delitos?
Livre vontade em Jesus me tornei escravo
Carne não sigo, contra a qual vivo em conflito.
Quem levou sobre si todo nosso pecado,
Que nos amou com sentimento irrestrito,
Sangue derramou no sacrifício vicário,
Para não nos chamar mais servos; sim amigos.
Sigo por seu caminho, faço meus, seus cravos,
Não vivo eu, crucificado ‘stou com Cristo,
Corpo e membros meus, os entreguei nos seus braços.
Tomo minha cruz, nego-me, sou seu discípulo,
Força tenho quando na verdade ‘stou fraco,
Pois sob as asas de meu Pai encontro abrigo.
Mestre ressurreto; morrerei em delitos?
Livre vontade em Jesus me tornei escravo
Carne não sigo, contra a qual vivo em conflito.
Quem levou sobre si todo nosso pecado,
Que nos amou com sentimento irrestrito,
Sangue derramou no sacrifício vicário,
Para não nos chamar mais servos; sim amigos.
Sigo por seu caminho, faço meus, seus cravos,
Não vivo eu, crucificado ‘stou com Cristo,
Corpo e membros meus, os entreguei nos seus braços.
Tomo minha cruz, nego-me, sou seu discípulo,
Força tenho quando na verdade ‘stou fraco,
Pois sob as asas de meu Pai encontro abrigo.
transitório tempo.
O tempo aqui não passa
Lento aqui passa o tempo
Se não tem passa-tempo
O tempo quase passa.
Como corre o ponteiro
Relógio que tem asas
Asas que não têm freios
Fixo como uma casa
Rápido como o vento
Tempo que quase passa.
Lento aqui passa o tempo
Se não tem passa-tempo
O tempo quase passa.
Como corre o ponteiro
Relógio que tem asas
Asas que não têm freios
Fixo como uma casa
Rápido como o vento
Tempo que quase passa.
Ezequiel 8
Filho do homem vem para Jerusalém.
Norte! Olhe e veja como ofende o cinismo,
Quanta abominação fazem da porta além,
Adúlteros achegados ao misticismo.
Dentro do santuário me dizem amém,
Viram-se ao deus sol, prostrados ao finito.
“Trevas são seguras e nos escondem bem”!
Pobres anciãos, tão distantes, tão perdidos.
Com todo meu furor também os tratarei,
Sem piedade deles fecharei meus ouvidos,
Eis que meus olhos já não pouparão ninguém.
Porque entristeceu-me meu próprio povo o Espírito.
Destinei seis homens para que lhe executem.
Pois da minha glória esses já não são mais dignos.
Norte! Olhe e veja como ofende o cinismo,
Quanta abominação fazem da porta além,
Adúlteros achegados ao misticismo.
Dentro do santuário me dizem amém,
Viram-se ao deus sol, prostrados ao finito.
“Trevas são seguras e nos escondem bem”!
Pobres anciãos, tão distantes, tão perdidos.
Com todo meu furor também os tratarei,
Sem piedade deles fecharei meus ouvidos,
Eis que meus olhos já não pouparão ninguém.
Porque entristeceu-me meu próprio povo o Espírito.
Destinei seis homens para que lhe executem.
Pois da minha glória esses já não são mais dignos.
Inexpressivo.
Não me fiz entender sem palavras,
Nem ao menos falaram meus olhos
Tentei demonstrar de outro modo,
Pois minha voz já estava cansada.
Como expressar o que diz a alma?
Se nem eu mesmo lha dou ouvidos.
Por dentro há muito daquilo que falta,
Para que valia a pena ser dito.
Nem ao menos falaram meus olhos
Tentei demonstrar de outro modo,
Pois minha voz já estava cansada.
Como expressar o que diz a alma?
Se nem eu mesmo lha dou ouvidos.
Por dentro há muito daquilo que falta,
Para que valia a pena ser dito.
Retratos de uma Relação.
Remoendo Recortes de recordações ruins
Recentes, rápidos, relacionamentos
Reluto retornar a rastejar nas ruas
Revés rotineiro de rapaz romântico
Rivais reais, rumamos ao recuo.
Ritmados pelo ranço recíproco,
Da Rubra relapsia ritualista.
Rir, só rir nas ruínas me resta.
Recentes, rápidos, relacionamentos
Reluto retornar a rastejar nas ruas
Revés rotineiro de rapaz romântico
Rivais reais, rumamos ao recuo.
Ritmados pelo ranço recíproco,
Da Rubra relapsia ritualista.
Rir, só rir nas ruínas me resta.
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